Descrição

O rio Bestança, que nasce junto às Portas do Montemuro, a cerca de 1200 metros de altitude, desagua no Douro por estas paragens, tornando deslumbrante a paisagem deste lugar. Atualmente zona turística importante no Douro, este foi em tempos ponto de paragem dos barcos rabelos que transportavam o vinho do Porto da região do Douro vinhateiro para as suas caves, em Vila Nova de Gaia. Perto de Porto Antigo encontramos a ponte de Mosteirô, importante ponto de passagem para Porto Manso, no lado norte do rio Douro que, ao longo da sua história, sofreu várias alterações. Destaque para a destruição de parte desta com dinamite, em 1919, num período tenso da 1ª República não se conhecendo, até hoje, os autores desta ação.

Rio Douro
Borboleta-zebra
Casa dos Cubos
Canhão de Pias
Tritão-de-ventre-laranja
Foz do Bestança
Ruela de Boassas

Património Natural

Esta região apresenta um património natural valioso. Pelas encostas do Douro é abundante a presença do sobreiro, bem como do medronheiro, do lódão-bastardo e do pilriteiro, sendo um importante habitat também para a águia-de-asa-redonda. No rio Bestança, destaca-se a zona de passagem deste rio junto a Pias, excelente zona de lazer, onde podemos observar várias espécies de fauna e flora. O tritão-marmoreado, a rã-ibérica, a libelinha gaiteiro-azul ou a bela borboleta zebra são algumas das espécies presentes. Também aqui podemos encontrar o canhão de Pias, zona onde o rio afunila por entre imponentes blocos rochosos, antes de chegar à sua foz, criando um lugar de extrema beleza. Igualmente em Pias localiza-se o Centro de Interpretação Ambiental do Vale do Bestança, excelente porta para conhecer este fantástico vale.

Aldeia de Boassas

Património Cultural

Virada para o Douro, a aldeia de Boassas, integrada na rede Aldeias de Portugal®, apresenta um património arquitetónico e histórico valioso. Destacam-se as estreitas ruas e os belos pátios espalhados pela aldeia (possivelmente de origem árabe), a Casa do Cubo e a capela de Nossa Senhora da Estrela, de meados do século XVIII. De grande interesse é também a quinta Paço da Serrana, que em tempos pertenceu ao explorador africano Alexandre Serpa Pinto, onde se podem contemplar inúmeras espécies de árvores exóticas.