Descrição

O rio Gresso é afluente do Vouga e tem origem no cimo da serra do Arestal, a quase 800 metros de altitude. Este rio percorre, na sua descida para a foz, pouco mais de 7 km, tendo um desnível total de mais de 700 metros. É, por isso, um rio de montanha com muitas cascatas e quedas de água com pouco caudal no verão, apenas enchendo com as chuvas de inverno. São duas as cascatas que se destacam no seu percurso, uma abaixo de Sanfins acessível pelo PR10 – Trilho do Gresso, e a segunda a montante da ponte entre Sanfins e Mouta. A cascata do Gresso, ou as cascatas do Gresso, são as menos conhecidas em Sever do Vouga, e levam-nos à descoberta de um rio sombrio, com uma galeria ripícola muito fechada e particular.

Cascata do Gresso
Salamandra-de-pintas-amarelas
Ouriço-cacheiro
Galeria ripícola do Gresso
Melro-de-água
Castanheiro
Lagarto-de-água

Património Arqueológico

O Marco/Estela do Carvalhal é um monólito granítico que se encontra num esporão avançado da vertente sudeste da serra do Arestal, junto a Carvalhal. Serve as funções de marco de limite territorial entre os concelhos de Sever do Vouga e Vale de Cambra, situando-se sobre a linha divisória que sobe na direção do planalto do Arestal ao encontro do marco inserido no muro da Capela de Santiago (Menir dos Lameirinhos). Trata-se de um bloco de granito com mais de 1 metro de altura e largura em média de 0,5 metros. Na face virada à estrada tem motivos alfabetiformes gravados. A sua ancestralidade é difícil de aferir, já que o trabalho da pedra que testemunha pode ter idades muito díspares.

Património Natural

O castanheiro, memória de tempos passados onde o bosque misto dominava o vale do Gresso, mantém-se no caminho que leva à cascata. Hoje as margens são dominadas por plantações, mas perto do rio permanece ainda um bosque natural de grande porte, habitat da salamandra-de-pintas-amarelas e do lagarto-de-água, espécies de cores garridas por razões muito distintas: a defesa, no caso da salamandra (o amarelo é uma coloração de aviso para os predadores, já que a salamandra é de gosto duvidoso); a sedução, no caso do lagarto, já que o macho ostenta cor azul, na época de acasalamento, para conquistar a fêmea. O ouriço também habita estes bosques, mas a sua defesa ergue-se pontiaguda nas suas costas. A rã-ibérica e o melro-de-água partilham o leito do rio, onde recebem ocasionalmente a visita da lontra.

Marco/Estela do Carvalhal